Ah, mas isso eu nunca vi ou ouvi mesmo. E sei de senhores e senhoras que não entendem do riscado. Mas jamais vamos escutar um diálogo assim. Da série “Diálogos que Jamais Vamos Escutar”: ELA – Então, vamos pra sua casa? ELE – Claro. Ehr... Mas já? Não quer bater papo, tomar mais uma... Sei lá. Ficar por aqui vendo a rapaziada... ELA – Não. Acho que prefiro ir pra sua casa e... Tirar a roupa. ELE – Legal. Bem legal. Então prefere ir embora? Mas e a porção de frango com alho que a gente pediu?...
“Na minha opinião, o amor do Sean (Pen) parecia uma mão enorme que pegava todo o meu corpo. Às vezes era tudo peludo e quente ou coçava e machucava.” Madona
O homem que subitamente fica sem a sua pequena é uma espécie de Rick Blaine em versão colorida e remasterizada. Só que o personagem carimbado por Humphrey Bogart em “Casablanca” (1942, Michael Curtiz) ainda tinha a companhia de um chapéu e maços de cigarro. Hoje, nós, modernos machos solitários, não usamos mais nada na cabeça – às vezes nem neurônios – e somos açoitados se acendemos um Marlboro no meio da multidão. Hoje eu entendo o velho Rick e seu desânimo com a existência...
Nesse meu período de convalescença deixei minha barba grisalha crescer e devo admitir que quase a unanimidade das pequenas, entre elas a patroa, odeia o mais tradicional símbolo de virilidade masculina. Minha mãe, minha mulher, minha avó e até a menininha da pré-escola que pega elevador comigo no prédio foram unânimes em desaprovar a minha barba. Fico arrepiado só de pensar o que as pequenas atualmente pensam sobre homens com o peito peludo, por favor, não me contem, pois sou um deles...
Sabe, dia desses me lembrei de uma canção da velha banda Camisa de Vênus que diz algo mais ou menos assim: “Eu acredito na Xuxa e no Pelé, eu acredito na Santa Inquisição, eu acredito!”. Depois de ter me dedicado tanto a estudar a existência de Deus e seu pretenso caminho, afinal já são 5 anos estudando o discurso religioso conservador no catolicismo, acabo de me deparar com a seguinte máxima: não importa! Isso mesmo! Deve soar ou parecer absurda a conclusão, mas explico...
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